A maior exploração florestal e agro-pecuária de Portugal (com VÍDEO)

A Companhia das Lezírias é a maior exploração florestal e agro-pecuária do País, uma zona de pinhal bravo onde, há alguns anos, seria impossível encontrar aves como os chapins-reais. O aumento da biodiversidade chegou em 2009, com o projeto das caixas-ninho. Estas substituem as cavidades que não existem, de forma a que as espécies insectívoras que possam lá viver e ajudem os responsáveis da empresa no controlo das pragas.

Algumas das caixas são feitas a partir da cortiça do próprio montado, uma aposta na gestão sustentável dos recursos, que também tem produção integrada de vinha e arroz e mais de 8.000 hectares de pastagens em modo biológico.

Neste alinhamento ecológico, os ratos são um elemento-chave, servindo de alimento para as espécies que os investigadores querem atrair para esta região. Por isso são sempre bem-vindos.

“[Hoje] estou feliz porque vi uma pegada de uma gineta, que é uma daquelas espécies que tem uns requisitos ecológicos mais restritos”, explicou ao Economia Verde Paula Gonçalves, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Mais comum na Companhia das Lezírias são as raposas, texugos e saca-rabos. “Era importante ligar essas diferentes bolsas de biodiversidade, mas também levar a que essas espécies fossem gradualmente reganhando esses territórios perdidos”, frisou Rui Alves, coordenador de produção florestas e recursos silvestres.

A Companhia das Lezírias serve ainda de local piloto de Portugal para uma investigação internacional a longo prazo – mais de 30 anos –para questões de ecologia. A empresa compreende a Lezíria de Vila Franca de Xira, a Charneca do Infantado e os Paus (Magno, Belmonte e Lavouras). Compreendida entre os rios Tejo e Sorraia, a lezíria é dividida pele Recta do Cabo (EN 10 entre Vila Franca de Xira e o Porto Alto), em Lezíria Norte e Lezíria Sul.

Veja o episódio 253 do Economia Verde.

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