Rock in Rio: ainda são poucos os que se atrevem a ir de duas rodas

Rock in Rio: ainda são poucos os que se atrevem a ir de duas rodas

Cerca de duas dezenas de bicicletas dispõem-se ordenadamente estacionadas num recinto – construído de paletes, à moda sustentável do Rock in Rio – a que chamaram “bicicletário”. As musas de duas rodas lá depositadas são fielmente guardadas por vários voluntários da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), que aguardam a chegada dos ciclistas.

Contudo, é preciso esperar algum tempo até que chegue um aventureiro das duas rodas por aquelas paragens. Quando chega é recebido com pompa e circunstância, com direito a foto como de uma celebridade se tratasse. No final, as fotos vão ser reunidas num álbum digital da FPCUB.

Este “bicicletário” é um parque de bicicletas com cerca de 100 metros quadrados – localizado junto às bilheteiras e ao bengaleiro, perto da entrada do recinto – que funciona durante os cinco dias do Rock in Rio e oferece aos ciclistas um sítio seguro para deixarem o seu veículo de duas rodas enquanto se divertem no interior do recinto.

O EDP Bike Park, nome oficial do espaço, é uma iniciativa da organização que está integrada no projecto de sustentabilidade do festival e conta com o apoio da EDP, Câmara Municipal de Lisboa e a FPCUB, sendo uma forma de incentivar o público a deslocar-se até ao Parque da Bela Vista sem recurso ao automóvel.

Os que decidirem ir para o Rock in Rio a pedalar e deixar as bicicletas no “bicicletário” têm direito a pequenas reparações gratuitas, feitas pela FPCUB, que pela segunda vez se alia ao Rock in Rio nesta iniciativa. Como explica o presidente da FPCUB, José Manuel Caetano, os “arranjos não são de grande monta”. Reparação de furos, colocação de correntes e reparação de travões são os principais arranjos efectuados. “Os reparos são apenas para que o ciclista possa voltar para casa”, indica o presidente da FPCUB ao Green Savers.

A média diária de bicicletas a chegar ao EDP Bike Park não ultrapassou as 50 nos dois primeiros dias. Se no dia 25 estiveram estacionadas cerca de 40 bicicletas no parque, no dia em Lisboa acolheu os Rolling Stones o número foi inferior. No entanto, a FPCUB espera que o bicicletário receba mais veículos deste ano que na edição de 2012, quando acolheu cerca de 150 bicicletas no total dos dias.

José Manuel Caetano explica a pouca adesão dos festivaleiros à bicicleta como meio de transporte como “uma questão cultural”, uma vez que o uso das duas rodas ainda não está disseminado na população portuguesa.

Apesar de serem poucos os que optam pelas duas rodas para ir por estes dias até à “Cidade do Rock”, a maior parte dos festivaleiros seguiu o conselho da organização e está a optar pelos transportes públicos, nomeadamente o metro.

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