Antigos habitantes da Ilha da Páscoa viajaram 7.500 quilómetros em canoas de madeira

Antigos habitantes da Ilha da Páscoa viajaram 7.500 quilómetros em canoas de madeira

Os antigos rapanui, habitantes da Ilha da Páscoa, chegaram àquele local depois de viajaram cerca de 7.500 quilómetros, percorrendo várias vezes o caminho até à América do Sul. Antes, eles teriam já emigrado da Polinésia, em canoas de madeira.

Segundo o Smithsonian, ninguém sabe ao certo o que levou os rapanui a viajarem meio mundo para chegar à Ilha da Páscoa, no grande Oceano Pacífico. Outras dos mistérios tem como pano de fundo as centenas de pedras gigantescas – os moai – que viajaram, elas próprias, milhares de quilómetros desde o sítio de onde foram retiradas. O terceiro segredo refere-se à forma como a sua própria sociedade entrou em declínio e colapsou.

“Talvez tenham utilizado cordas para puxar as pedras ou talvez os ratos tenham roído todas as palmeiras”, explica o site. “Mas ainda não sabemos por que razão deixaram a Polinésia”.

Segundo Will Dunham, que explicou as conclusões do estudo num artigo da Reuters, o DNA de 27 rapanui mostra que os polinésios e rapanui encontraram-se e confraternizaram com sul-americanos, entre 1300 e 1500.

A equipa de pesquisa analisou a forma como fragmentos de DNA de europeus e nativos-americanos foi encontrado nos genomas dos rapanui da ilha da Páscoa. O DNA dos nativos-americanos encontra-se mais fragmentado que o dos europeus, o que sugere que esta “mistura” aconteceu antes.

Os investigadores concluíram que a “mistura” ocorreu à 19 a 23 gerações – por outro lado, os rapanui só começaram a “misturar-se” com os europeus no século XIX. Hoje os rapanui são 75% polinésios, 15% europeus e 10% nativos-americanos.

Ou seja, de acordo com os investigadores, os rapanui passaram grande parte da sua existência a velejar entre a Ilha da Páscoa e a América do Sul, provavelmente para trocar batatas doces por outros bens.

Os resultados – absolutamente impressionantes – foram apresentados no jornal Current Biology.

Foto: Arian Zwegers / Creative Commons

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