Guimarães: quase metade das crianças sofre de obesidade ou excesso de peso

Quase metade das crianças vimaranenses sofre de obesidade ou excesso de peso, de acordo com um estudo realizado no decorrer do projecto “Guimarães 2013 – Cidade Europeia do Desporto”. Segundo a RUM (Rádio Universidade do Minho), o projecto analisou todos os agrupamentos de escolas do concelho e concluiu que 43% das crianças do ensino básico não está no peso normal.

Na apresentação do estudo, Amadeu Portilha, vereador do desporto no município de Guimarães, assumiu que os resultados são “preocupantes”. “Está visto que em Guimarães temos um problema. Há duas formas de encararmos os problemas: metermos a cabeça debaixo da areia e fazer de conta que nada existe” ou “a partir de agora não fazemos mais nada que não seja a nossa obrigação se não encontrarmos uma estratégia”, esclareceu.

Amadeu Portilha garantiu ainda que o município irá tomar diversas medidas na tentativa de combater a obesidade infantil em Guimarães, nomeadamente através de acções de sensibilização com os educadores. “Vamos trabalhar para que a partir do próximo ano lectivo possamos incorporar no regime escolar normal um conjunto de acções que possam minimizar o impacto deste flagelo do século XXI”. O vereador lembrou que os encarregados de educação serão também “chamados” para o combate à obesidade infantil.

Na mesma apresentação, Adelina Pinto, vereadora da Educação, ressalvou as diferentes medidas que o município vimaranense irá pôr em prática a partir do próximo ano lectivo. A autarquia vai “reforçar a actividade física e desportiva no pré-escolar e 1º ciclo, no trabalho da alimentação com a promoção dos lanches verdes”. Para além disso, o município vai realizar uma formação que “vai intervir com os pais para incluir as questões da alimentação”, mas também os hábitos diários como “o tempo que as crianças passam a ver televisão ou a jogar videojogos”.

Adelina Pinto assumiu ainda que os resultados levantaram diversas questões ao município vimaranense. “Que actividade desportiva é que nós temos estado a dar às nossas crianças? Será que temos de pensar outro tipo de actividade? A fruta escolar já está na escola, como é que ela está a ser apoiada? Como é que os nossos meninos encaram a fruta escolar? Temos de vigiar as nossas cantinas”, concluiu a responsável.

O estudo foi elaborado por Ana Sofia Freitas, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

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