Televisões com imagem de alta definição vão ajudar lémures a reconhecerem habitat natural (com FOTOS)

Como a tecnologia ajuda a inclusão dos lémures

A The Aspinall Foundation, uma organização sem fins lucrativos, dedicada à conservação animal, instalou televisores no recinto dos primatas que serão reintroduzidos em áreas protegidas do seu habitat natural a partir de 2016, para que estes possam visualizar imagens detalhadas e realistas da vida selvagem.

Esta experiência integra um programa em curso, composto por várias fases e que visa preparar os lémures e langures para a vida que os espera. De acordo com a instituição, os televisores – Sony Bravia 4k – foram instalados na Port Lympne Reserve, em Kent, Reino Unido, e oferecem aos primatas a experiência para lidar com novos objectos e situações.

Esta experiência faz parte do programa Back to the Wild e permite aos primatas visualizarem imagens 4K detalhadas e realistas do seu habitat natural em Java e Madagáscar. Estas imagens irão ajudá-los, possivelmente, a familiarizar-se com os seus potenciais novos lares.

“Na Port Lympne estamos continuamente à procura de novas formas de envolver e estimular os nossos animais. E como tal, utilizamos todos os tipos de técnicas diferentes para manter os nossos animais tão interessados e saudáveis quanto possível”, explicou em comunicado Simon Jeffery, Animal Manager da Port Lympne Reserve. “Por vezes, este tipo de enriquecimento pode envolver odores ou sabores, ou mesmo novos elementos de escalada ou brinquedos. Desta vez, queríamos tentar algo um pouco diferente para ver se eles se interessariam pelos seus habitats naturais na selva”.

Desde 2012 que a Port Lympne Reserve e o Howletts Wild Animal Park têm vindo a reintroduzir, com sucesso, vários grupos de langures, gibões e surili de Java em florestas protegidas de Java, na Indonésia. O projecto vai continuar em 2016.

“Embora estejamos a trabalhar em estreita colaboração com as comunidades locais de Madagáscar há já algum tempo, ainda não conseguimos introduzir nesta ilha única quaisquer lémures nascidos em cativeiro nos nossos parques. As nossas pesquisas e trabalho de campo têm sido muito bem sucedidas e estamos muito ansiosos por começar a explorar a possibilidade de introduzir lémures nascidos em cativeiro na selva, onde pertencem”, continuou.

A Port Lympne Reserve dedica-se à protecção de espécies raras e em vias de extinção, bem como à sua reintrodução em áreas protegidas no meio selvagem, sempre que possível. A reserva participa também em programas de intercâmbio e de reprodução em todo o mundo, tendo já alcançado inúmeros sucessos ao nível da reprodução animal.

O programa de reintrodução inclui ainda a criação das infra-estruturas adequadas, equipas no campo devidamente preparadas para monitorizar todo o período antes e após a libertação, a construção de recintos apropriados para que os animais se possam adaptar e instalar nos seus novos lares e a alteração gradual das suas dietas. Além disso, conta com a ajuda de tratadores e veterinários especializados ao longo de todo o processo, de forma a garantir uma transição suave.

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