Think tank britânico propõe taxa sobre a carne para reduzir aquecimento global

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Aumentar o preço da carne para reduzir o consumo é essencial para a manter a temperatura global a níveis aceitáveis, de acordo com um novo relatório publicado pelo think tank britânico Chatham House, que explica que “a mudança para padrões mais saudáveis de alimentação, sem carne, e pode levar à redução das emissões em 25%, necessárias para mantermos um mundo no caminho dos 2ºC”.

De acordo com o relatório, a carne tem um papel muito maior nas alterações climáticas – e na Cimeira do Clima que decorre em Paris – do que as pessoas pensam. “Reduzir o consumo global de carne é essencial para manter o aquecimento global abaixo do nível de perigo de 2ºC”, explica o estudo. Ainda assim, apenas 21 dos 120 países envolvidos nas negociações da Cimeira de Paris incluem a redução do consumo de carne nos seus objectivos. Por outro lado, o consumo de carne deverá subir 75% globalmente até 2050.

O problema, continua o relatório, é a falta de notoriedade pública para a relação entre dieta e as alterações climáticas, levando-nos para um “ciclo de inércia”. “Os Governos temem a repercussão de uma intervenção. Enquanto a notoriedade pública estiver baixa, não há pressão para intervir”, avança o relatório (pode lê-lo na íntegra aqui, em inglês).

Entre uma vasta lista de recomendações para mudar esta situação, e para além de aumentar a notoriedade do público, encontram-se uma forma de encontrar uma alternativa à carne mais fácil de comprar e estabelecer um guia internacional para a dieta sustentável.

O relatório termina, assim, com a recomendação de aumentar o preço da carne, através de uma taxa ou remoção dos subsídios para agricultores. Paralelamente, dever-se-á baixar o preço das alternativas sustentáveis. Qualquer que seja a solução, o objectivo é obrigatório: reduzir o consumo de carne.

Foto: Naotake Murayama / Creative Commons

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