Expedição internacional vai tentar descobrir civilização perdida nas Honduras

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Quando, no século XVI, os conquistadores espanhóis começaram a explorar as florestas da costa caribenha, uma região hoje denominada Honduras, rapidamente ouviram os rumores da existência de uma Cidade Branca misteriosa, uma urbe com grandes edifícios brancos e uma estátua gigante, em ouro, de um macaco.

Durante os séculos seguintes, os boatos nunca se perderam, mas só no ano passado se abriu uma vaga esperança de, na verdade, eles serem verdadeiros. Isto porque uma equipa de investigadores acredita ter descoberto os vestígios da tal cidade perdida. “Um grupo de arqueólogos e cientistas está neste momento a viajar até à Cidade Branca para preparar as escavações das primeiras peças”, referiu na semana passada o presidente das Honduras, Juan Orlando Hernández, aos jornalistas.

Segundo adiantou ontem o Vice, uma pesquisa aérea de um vale remoto em La Mosquitia, região tropical localizada na parte mais a leste das Honduras, foi identificada como o local da civilização perdida em Maio de 2012. A falta de recursos económicos manteve La Mosquitia como um dos maiores locais arqueológicos e inexplorados do mundo. Até agora.

Cidade Branca é um mito

A primeira vez que os exploradores pesquisaram o terreno foi em Março do ano passado, de acordo com o National Geographic. “Eles pesquisaram e mapearam várias praças, altos e uma pirâmide que pertencia a uma cultura cujo apogeu aconteceu há vários milhares de anos, tendo depois desaparecido”, explicou a revista.

Na verdade, os membros desta expedição terão ficado espantados com a grande quantidade de artefactos estranhos e o estado das ruínas, que pareciam quase intocadas. Assim, o grupo decidiu não desvendar a localização exacta do local, para evitar saques.

Em vários estudos e relatórios, os investigadores explicaram que acreditam que La Mosquitia não contém uma única Cidade Branca, mas sim várias cidades perdidas.

Até agora foram encontrados 52 artefactos no local, mas nenhum de civilizações conhecidas na região, como a maia ou azteca. Todos eles datam de 1000 a 1400 d.C.

“Começámos algo que precisamos de acabar”, explicou à Vice Chris Fisher, um dos investigadores da actual expedição. A equipa vai passar um mês no terreno e será “guardada” pelas autoridades hondurenhas.

“Não há nenhuma Cidade Branca, é uma lenda. Mas o que descobrimos é uma cidade intocada no meio da selva. É um achado cultura e ecológico, património global”, concluiu.

Foto: Roberto Venegas / Creative Commons

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