Águia-pesqueira foi devolvida à Natureza e está de regresso à Alemanha (com FOTOS)

Boa sorte, águia-pesqueira!

No dia 8 de Abril de 2016 foi devolvida à Natureza, em Montemor-o-velho, uma águia-pesqueira (Pandion haliaetus) que tinha sido encontrada ferida na ilha da Morraceira, na Figueira da Foz, a meio do mês de Março. Após ter sido encaminhada para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM-Q) pelas pessoas que a encontraram, esta águia foi transportada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) em Gouveia.

Neste centro, explica a própria CERVAS, verificou-se que a ave apresentava lesões numa asa e numa pata, compatíveis com um acidente por electrocussão, tendo sido realizados os tratamentos necessários “da forma mais rápida possível para que a ave pudesse regressar à Natureza com a maior brevidade.”

Para além de ser difícil manter águias-pesqueiras em cativeiro para recuperação, era urgente, admite a CERVAS, libertar a ave rapidamente, uma vez que se tratava de um macho adulto que estava marcado (com anilhas e emissor) e a ser seguido desde 2009 por investigadores alemães. “[Os próprios investigadores] tinham já verificado que, devido à ausência deste animal no seu ninho, no Norte da Alemanha, a fêmea do casal já estava a ser cortejada por outros machos concorrentes”, explicou a organização.

A devolução à natureza decorreu junto ao rio Mondego em Montemor-o-velho, num dos locais que se sabia ser frequentado por esta águia-pesqueira, graças aos dados de seguimento cedidos pelos investigadores alemães.

A ave está marcada com uma anilha de cor (azul AZ na pata esquerda), que pode ser lida por observadores e fotógrafos de aves. Todas as observações deste animal, no futuro, serão úteis para se continuar a obter informações sobre os seus movimentos. Os interessados podem fazê-lo para o ICNF, CRAM-Q ou CERVAS.

A águia-pesqueira é uma ave de rapina pouco comum em Portugal e ocorre principalmente em zonas húmidas costeiras, estando presente no nosso país sobretudo entre Setembro e Abril. A ave é considerada invernante e migradora de passagem. Em Portugal, decorre um projecto de reintrodução da espécie desde 2011, na zona de Alqueva.

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