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As traças evoluíram para evitar as luzes – artificiais – das cidades, segundo um novo estudo desenvolvido por zoólogos suíços. Os investigadores percorreram a cidade de Basileia, recolhendo milhares de jovens traças que se encontram em plena poluição luminosa da cidade, e compararam-nas com as traças das áreas escuras das aldeias.

Publicado no Biology Letters, o estudo mostrou que as traças que descendem de gerações que viveram em locais bem iluminados tendiam a evitar as luzes humanos ou, como explicou o estudo, existiu uma “redução significativa no comportamento das traças em relação às luzes”, de acordo com os investigadores.

Esta alteração de instintos das traças das cidades pode “aumentar o instinto de sobrevivência e reprodução destes indivíduos. O que virá, porém, com uma redução da sua mobilidade, o que afectará negativamente a sua alimentação e capacidade de colonização.

“Como insectos nocturnos de grande significado como polinizadores e fonte primária de alimento de vários vertebrados, uma mudança evolucionária deste comportamento pode causar um [efeito de] cascata nas redes de interacção das espécies”, explica o estudo, citado pelo City Lab.

Foto: Andy Reago & Chrissy McClarren / Creative Commons

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