Professora da Universidade de Coimbra, convidada pelo governo a fazer diagnóstico do interior do país, diz que a situação que se vive é insustentável.

Logo que foi nomeada Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior pelo actual governo, Helena Freitas fez um périplo pelas zonas mais esquecidas do território. Ao fim de meses no terreno, a também professora universitária de Coimbra concluiu que décadas de abandono do interior pelo poder transformaram 2/3 do país num espaço cujo potencial permanece por explorar.

A coordenadora desta “unidade de missão” disse em declarações ao Expresso que “para ser mais sustentável, internacional e competitivo” o país precisa de investir na sua fachada peninsular, que beneficia do facto de estar geograficamente muito próximo de Espanha, o nosso maior importador. A académica defende que o progresso da economia vai depender da capacidade de territorializar a aplicação de apoios comunitários e as políticas públicas em geral.

Alertando para o facto de alguns municípios do interior se encontrarem “em situação de pré-extinção”, desafia o Estado a assumir responsabilidades, com a Administração Pública a abrir vagas no interior: “Nos próximos dez ou 20 anos contrate-se para todo o território e não só para Lisboa. É assim que se faz noutros países”.

 

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