Andar de transportes públicos faz mal à saúde?

“Injustiça ambiental”: é este o termo usado pelos investigadores de um estudo divulgado recentemente, que defende que os passageiros habituais de transportes públicos estão até oito vezes mais expostos à poluição ambiental do que os utilizadores frequentes de automóveis.

Segundo o estudo da Universidade de Surrey, em Inglaterra, os condutores de carros são efectivamente responsáveis pela emissão de maiores quantidades de partículas nocivas, mas ao mesmo tempo estão também mais protegidos dos elementos exteriores. Ora, a “injustiça ambiental” surge exactamente aqui: os que mais criam poluição ambiental são os que estão mais protegidos dela.

O estudo publicado teve lugar em Londres, cidade europeia que nos últimos tempos tem registado elevados níveis de poluição ambiental. A premissa do estudo publicado agora na Environment International era assim analisar os níveis de poluição a que estavam expostos os passageiros que habitualmente usam carro e os que por norma se deslocam em autocarros e metro.

Conclusões? Quem anda de metro está exposto, em média, a 68 microgramas de partículas nocivas, contra as 8 microgramas dos utilizadores de carros. Quanto aos passageiros de autocarros, os testes revelaram que estes utilizadores têm contacto directo com maiores níveis de carbono negro e partículas nocivas de quem anda de carro.

Foto: via Creative Commons 

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