A noticia da abertura do concurso externo de ingresso para admissão de Vigilante da Natureza foi recebida com agrado pela Quercus e a APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza. No entanto há um pequeno senão: apenas estão disponíveis 20 vagas para este posto de trabalho.

Segundo a associação ambiental Quercus, há algumas contradições entre as condições deste concurso e o definido anteriormente. Assim, a abertura do concurso para admissão de Vigilantes da Natureza prevê o ingresso de 20 Vigilantes da Natureza contrariando a Lei n.º 42/2016 de 28 de Dezembro – Orçamento do Estado para 2017. No Artigo 41.º que prevê o reforço de meios humanos para a conservação da natureza e da biodiversidade pode ler-se “No ano de 2017, o ICNF, I. P., contrata, pelo menos, 50 vigilantes da natureza.”

E é aqui que, segundo a APGVN e a Quercus começam as contradições. Em comunicado, a associação ambientalista defende que “de acordo com o Aviso n.º 1977-A/2017 faz-se menção que o provimento de 20 postos de trabalho da carreira de Vigilante da Natureza, está previsto no mapa de pessoal para 2017 do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.,”.

A conclusão tirada por estas duas associações alerta que “logo se conclui que não existirá mais nenhum concurso de admissão de novos Vigilantes da Natureza, ignorando-se a Lei n.º 42/2016 de 28 de Dezembro – Orçamento do Estado para 2017.”

Em cima da mesa está agora um pedido de esclarecimento ao Governo para que clarifique estes números, com a APGVN e a Quercus a fazerem votos que o Governo cumpra com a promessa de contratação de 50 vigilantes da Natureza.

Foto: APGVN

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