E se o mundo estivesse ligado por uma rede de linhas de metro?

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Algumas viagens de comboio tendem a durar eternidades, especialmente aquelas que requerem vários transferes e tempo de espera. Mas, e se pudesse entrar num comboio em Madras, na Índia, e sair em Boston, Estados Unidos, sem paragens pelo meio?

Foi isto que imaginou o britãnico Chris Gray, que durante um jogo de críquete numa viagem à Austrália concebeu o mundo como um mapa gigante do metro de Londres, que liga as principais cidades mundiais.

“Estava sentado em Melbourne depois de ter visto a Inglaterra perder um outro jogo e pensei que seria óptimo dar um pulo até Inglaterra para passar o Natal e o Ano Novo e depois voltar para o sol. Foi então que surgiu a ideia de um grande metro mundial e comecei a desenhá-lo”, explicou Gray.

O mapa varia entre túneis flutuantes a carruagens pneumáticas, que atravessam mares e montanhas. Como inspiração, Gray utilizou o trabalho de Harry Beck, que em 1931 desenhou o actual mapa do metro de Londres – inicialmente também no seu tempo livre.

A rede consiste em três linhas principais: a linha “Tri-Continental” é vermelha, tal como a Linha Central de Londres, a linha cinzenta é a linha “Estados Unidos” e a linha preta é a “Australásia Pan-Pacífica”.

Apesar das mais de 500 horas que gastou a conceber o mapa – Gray elaborou ainda outros mapas mundiais para o transporte de mercadorias -, o projecto não é para ser levado a sério.

No entanto, Robert Benaim, membro da Royal Academy of Engineering, indica que os países podem vir a estar interligados por estruturas físicas no futuro – embora túneis de metro possam ser impossíveis de implementar em alguns locais. Embora os engenheiros tenham completado o Eurotúnel há mais de duas décadas, Benaim não acredita que exista actualmente tecnologia que permita construir uma rede tão vasta de túneis como os projectados por Gray.

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