Japão matou mais de 300 baleias nos últimos meses. Tudo em nome da “ciência”

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Mais de 300 baleias foram mortas desde Novembro pela frota baleeira do Japão. A notícia é avançada pelo jornal The Guardian, que conta que os animais foram assassinados durante uma das várias expedições anuais de caça à baleia a acontecer na Antárctida.

Com inicio em Novembro passado e com término na passada sexta-feira, esta caça anual à baleia que provocou a morte de mais de 300 animais está no entanto a ser defendida pelas autoridades locais. Argumento usado? “Estudar o ecossistema do Oceano Antárctico, bem como a população de baleias que lá vive”, avança a Agência de Pescas Japonesa.

As críticas por parte das associações ambientalistas não se fizeram esperar, caso da Humane Society International, com acusações de que a polémica “investigação científica” apenas se guiava por objectivos económicos e comerciais, já que as baleias assassinadas se destinam a ser vendidas como alimento.

Alvo de críticas por parte das mais altas instâncias internacionais, caso do Tribunal Internacional de Justiça, a caça às baleias no Japão continua ano após ano. “Cada ano que o Japão persiste nesta caça à baleia em nome de ciência, é mais um ano que estas maravilhosas criaturas são sacrificadas sem dó nem piedade”, lamenta Kitty Block, vice-presidente da  Humane Society International.

Com o argumento de investigação cientifica, as autoridades de Tokyo estão a explorar uma pequena falha na lei que proíbe esta prática desde 1986, por ordem do Tribunal Internacional de Justiça da ONU. Os responsáveis locais argumentam que apenas estão interessados na parte científica da questão, nunca por motivos comerciais, e que apenas continuam esta prática barba ano após ano para provar que a população de baleias a viver no local não está em risco de extinção.

Já em 2016, numa missão que durou 115 dias ao largo do Oceano Antárctico, a frota baleeira do Japão foi responsável pela morte de cerca de 330 baleias, onde se incluía um grupo de 200 fêmeas à espera de crias.

Foto: Kyodo News

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