Satão II, um dos maiores e mais velhos elefantes de África foi morto por caçadores furtivos

Satão II - Dex Kotze

Satão II, um dos mais velhos e maiores elefantes da África foi encontrado assassinado no parque Tsavo, no sul do Quénia, há poucos dias. Satão II era conhecido por ser um dos mais velhos elefantes a viver em África, mas também pelo massivo tamanho dos seus dentes de marfim, cada um com mais de 50 quilos.

Segundo as entidades responsáveis do parque, Satão II foi morto por uma seta envenenada. No entanto, os caçadores furtivos não conseguiram retirar os dentes de marfim do corpo do animal. “Felizmente, graças ao trabalho que realizamos em colaboração com o serviço queniano da fauna selvagem, encontrámos a carcaça antes dos caçadores furtivos lhe terem tirado o marfim”, adiantou Richard Moller, da organização Tsavo Trust.

Com a morte de Satão II, restam apenas 25 elefantes com “pressas gigantes” em todo o mundo, 15 a viver no Quénia. Com frequência, estes enormes animais são brutalmente assassinados por caçadores furtivos que apenas buscam os dentes de marfim dos elefantes, bastante valiosos no mercado asiático.

Dados da União Internacional para a Conservação da Natureza indicam que na última década a população de elefantes a viver no continente africano sofreu uma imensa quebra. Neste momento há perto de 415 mil elefantes em terras africanas, menos 111 mil que durante a última década. Por ano são mortos, em média, 30 mil elefantes em África.

Foto: Dex Kotze

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