Embalagens feitas de cogumelos são a grande aposta da IKEA para um futuro mais sustentável

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Líder incontestável no sector de móveis e artigos para casa, a sueca Ikea está constantemente à procura de soluções que contribuam de forma sustentável para um mundo melhor.

Nesta procura por alternativas que prejudiquem o mínimo possível o meio ambiente, a gigante do mobiliário pode avançar brevemente com a substituição de peças que contenham isopor, também conhecida como esferovite. Este material é utilizado pela marca diariamente para acondicionar os produtos no trajecto entre a fábrica até às mãos dos consumidores. No entanto, o isopor é derivado do petróleo, logo muito pouco sustentável a longo prazo.

Numa parceria com a empresa Ecovative, a gigante sueca irá apostar em breve na utilização de micélio, o corpo vegetativo de cogumelos. Quando em forma de grão, o micélio costuma ser usado em substratos tratados, como por exemplo, palha, serraduras, borras de café. O micélio cresce como uma massa de fibras, unindo-se ao solo ou a qualquer substancia onde o fungo possa crescer.

Depois de anos de investigação, esta start-up encontrou uma fórmula que junta o micélio com sobras de produção agrícola, como talos e cascas de milho. Desta junção nasce uma inovadora substância passível de ser moldada, tão ou mais resistente que o isopor.

Do ponto de vista ambiental os benefícios parecem ser mais que muitos, já que esta substância não deriva do petróleo e é biodegradável, já que se decompõe naturalmente quando em contacto com a terra.

Uma tecnologia inovadora, ainda em fase de teste pela gigante sueca, e que segundo as melhores estimativas, poderá ser implementada pela IKEA até ao final do ano.

Foto: via Creative Commons 

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