O pesadelo dos transportes públicos em Tóquio em plena hora de ponta

Tal e qual uma sardinha em lata

Costuma fazer a viagem casa-trabalho-casa de transportes públicos em hora de ponta? Então estará familiarizado com a sensação de claustrofobia que por vezes invade as carruagens do comboio, metro ou autocarro. A equação é simples: demasiadas pessoas para tão poucas carruagens é igual a alguns apertões e pouco espaço para respirar, tal e qual uma sardinha em lata.

A situação ganha contornos mais intensos quando pensamos no metro de Tóquio em plena hora de ponta. Com 286,2 km de comprimento, o metro de Tóquio tem 13 linhas que levam os habitantes desta gigante metrópole de uma ponta à outra em tempo reduzido. É o quinto maior metro do mundo, a seguir a rede de Xangai, Seul, Londres e Nova Iorque.

O fotógrafo Michael Wolf quis captar a tal sensação de sardinha em lata, ao fotografar de muito perto a realidade da rede de transportes da capital japonesa. O interesse do fotógrafo por este cenário remonta a 1995, depois do infame ataque com gás sarin na rede de metro da cidade. A partir daí, Michael ficou fascinado com a capacidade de resiliência daqueles presos num pesadelo de claustrofobia nos túneis deste sistema de transporte sobrelotado ao expoente máximo.

O resultado do projecto fotográfico pode ser visto em “Tokyo Compression”, com o artista a descrever as imagens como “uma viagem com destino directo para o inferno”.

Fotos: Michael Wolf

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