Fábricas e lojas de marfim têm os dias contados na China

A China, um dos maiores produtores mundiais de peças de marfim, encerrou recentemente perto de 70 fábricas e lojas de venda deste produto. Até ao final do ano, os restantes estabelecimentos deverão ter o mesmo destino, uma vez que entrará em vigor a proibição do comércio doméstico e da transformação de marfim.

O encerramento destes estabelecimentos foi recebido com entusiasmo pelas associações de defesa de animais que estão a encarrar a medida como uma prova da “seriedade da China em encerrar o comércio de marfim e ajudar o elefante africano”, declarou Peter Knights, director executivo da organização WildAid.

Visto como um símbolo de estatuto social no país, a China é tida como um dos maiores consumidores de marfim do mundo, e como consequência também um dos maiores impulsionadores da caça furtiva.

Há, no entanto, sinais de que o consumidor chinês está a mudar a forma como olha para o marfim. Só nos últimos dois anos, o preço do marfim tem vindo a sofrer acentuadas quedas, com os preços a passarem dos 2000€/kg para os 700€/kg.

Com a proibição de utilização de marfim a aproximar-se a passos largos – final de 2017- o mercado está a tentar a todo o custo despachar a mercadoria ainda em stock, com os “comerciantes legais a quererem vender o seu marfim antes que passe a ser ilegal fazê-lo”, explica Lucy Vigne, investigadora da STE, à National Geographic.

Para Peter Knights já é possível observar na prática os efeitos positivos desta proibição. “As apreensões do marfim que entra na China caíram 80% em 2016 e, segundo os últimos números relatados, houve 67 elefantes vítimas de caça furtiva no Quénia, face a 390 em 2013.”

Foto: via Creative Commons 

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