Já nem o local onde Buda nasceu escapa à poluição ambiental

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Lumbini, no Nepal, viu nascer Sidarta Gautama, fundador do budismo, por volta de 563 a.C. A terra onde se acredita terá vivido Buda é a mais recente vítima dos elevados níveis de poluição ambiental. A situação é tão preocupante, que as máscaras para o rosto passaram a fazer parte do dia-a-dia dos monges que ali meditam e vivem.

Os alarmes para os elevadíssimos níveis de poluição no local soaram bem alto quando em Janeiro passado, testes no local mostraram que o índice de poluição atmosférica na zona estava nos 173.035 microgramas por metro cúbico, quando o aconselhado pela Organização Mundial de Saúde se situa nos 25 microgramas.

Um estudo feito em parceria pela IUCN e pela Unesco alertou as autoridades locais para as futuras consequências deste problema, já que a intensa poluição que se sente no ar já ameaça a conservação deste local histórico.

A expansão das emissões de carbono provocadas pelas indústrias locais para a zona protegida de Lumbini está já a causar danos irreversíveis na biodiversidade, na saúde dos habitantes e nos edifícios históricos e protegidos.

Também a nível social e cultural as consequências estão aí. Em declarações à BBC, o monge Vivekananda, responsável pelo Centro Internacional de Meditação de Lumbini, lança o alerta ao dizer que “já se sente muita dificuldade em respirar aqui.” Solução no imediato? Usar máscara para as actividades diárias, incluindo meditar.

As entidades nepalesas estão a par da situação, tendo noção que neste momento este local tido por tantos como sagrado, sofre mais com a poluição que Catmandu, capital do país. Para um futuro próximo está a intenção das entidades locais em usar um drone para localizar as fontes de poluição, e com sorte minimizar o problema.

Foto: David Bowden / via Creative Commons

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