Uma experiência arriscada: dormir uma noite em Chernobyl, palco do desastre nuclear

A cidade surreal, assustadora e extra-terrestre

Em 2008, o explorador urbano Ric Gazarian trabalhava no mundo financeiro e, por causa da crise acabou, como tantos outros, despedido. Foi o ano em que a Lehman Brothers implodiu e a incerteza profissional levou-o a tomar uma decisão da qual, afirma, nunca se arrependeu: conhecer novos países.

Anos depois, o agora blogger Gazarian continua apaixonado por viagem e já esteve em 92 países, incluindo Portugal. Mas de todas as suas viagens, para Gazarian a experiência mais aterradora que viveu foi em Chernobyl, na Ucrânia, onde passou apenas uma noite e pagou cerca de €340 para pernoitar num hostel pré-fabricado.

No epicentro da tragédia nuclear, Gazarian viveu experiências surreais, assustadoras e extraterrestres. Ele viu creches abandonadas à pressa e mesas de operações de hospitais. Edifícios destruídos e, curiosamente, alguns outros turistas. “Hesitei antes de ir a Chernobyl. Mas depois de alguma pesquisa senti que não estava em perigo durante a minha visita de dois dias. Apenas não podia beber água”, explicou ao Mail Online.

Num edifício de 17 andares, o blogger explorou apartamentos e viu a destruição causada não só pela explosão, mas também pelo posterior abandono. “Vi um piano no chão de uma sala e os brinquedos de um rapaz no chão do seu quarto. E percebi que a natureza é mais poderosa que o homem. Ela pode ver-se a cobrir as ruas e passeios de uma verdadeira cidade fantasma”, concluiu.

Ao todo, Gazarian explorou 200 edifícios abandonados. Veja a reportagem fotográfica.

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