As águas da Antártida contêm vestígios de cafeína, ibuprofeno, paracetamol e cocaína, exactamente por esta ordem em termos de grandeza. As amostras foram recolhidas em vários locais da península Antártica, nas zonas onde se encontram as principais bases científicas, que estudam o continente, mas também mais visitadas pelos milhares de turistas que todos os anos participam em cruzeiros e viagens de aventura ao continente gelado.

O resultado não será assim tão estranho se pensarmos que, para onde quer que vá, o homem leva consigo as suas necessidades e vícios. Além de que a cocaína e a Antártida são “velhos conhecidos”, pois esta droga fazia parte dos mantimentos das primeiras expedições, acreditando-se que curava a “cegueira provocada pela neve”, como se pode ler nos diários do explorador Ernest Shackleton. Se voltavam a ver ou tinham visões não se saberá, mas os cientistas que conduziram este estudo ficaram surpreendidos com os níveis de substâncias encontrados, em muitos casos próximos dos valores que se encontram na Europa ou noutros continentes muito mais populosos.

Agora, o que importa é saber de que forma estes elementos tóxicos poderão causar danos ao ecossistema. Sobretudo porque não se sabe bem quais os efeitos do clima na degradação e bioacumulação dos resíduos, que poderão persistir por muito mais tempo devido ao frio extremo.

Como relata o diário espanhol El País, essa será a segunda fase do estudo, que contou com elementos de instituições como a Universidade Rey Juan Carlos de Madrid ou o Instituto Nacional del Agua de Argentina.

 

Deixar uma resposta