BMW MotorRad

“Isto não é uma moto”, diz Bruce Willis a Maria de Medeiros em Pulp Fiction, “é uma chopper, baby!”

A BMW Motorrad Concept Link também não é uma moto. E muito menos uma chopper. Não é sequer uma scooter, mas um veículo diferente, com um novo conceito de design, pensado de raiz para tirar todo o partida das novas tecnologias e da motorização eléctrica. Diríamos mesmo que vai tão longe quanto inaugurar um novo segmento, os EMVs, de Electric Mobility Vehicule.

O director de design da BMW Motorrad, Edgar Heinrich, é mais ambicioso ainda, afirmando “Mais do que um veículo concept, é o símbolo de uma nova era!” E depois explica: “A Concept Link representa uma nova percepção da mobilidade urbana, ligando o mundo digital ao analógico, servindo ao mesmo tempo de meio de transporte e meio de comunicação, sempre com o foco nas necessidades específicas do condutor”

A Link ainda não é um veículo de produção, mas ao contrário de tantos outros concepts muito à frente do seu tempo, a tecnologia que ostenta – e que é muita – está toda disponível agora, pelo que caso decidisse, a BMW podia começar produção amanhã.

A Concept Link tem a motorização eléctrica instalada junto à roda traseira, com as células de energia planas acomodadas na parte inferior do quadro. Isso permitiu criar esta nova linha estética, que também facilita o acesso ao condutor e ao passageiro, até porque o assento é longitudinalmente ajustável. Permite também a existência de novas opções de arrumação, como um espaço debaixo do assento acessível através de uma porta deslizante lateral (mesmo em andamento). As informações mais importantes são projectadas directamente num ecrã frontal, que fica bem no centro do campo de visão do condutor, à semelhança do head up display nos automóveis. O painel inferior, um ecrã de grandes dimensões situado abaixo do guiador, permite o resto das interacções, como controlar o sistema de infotainment e de comunicação. Este ecrã é táctil, mas um conjunto de diversos botões programáveis nos punhos permitem controlar as funções principais, sem que seja necessário tirar as mãos do guiador.

“Todos sabemos que a mobilidade eléctrica vai chegar” diz Edgar Heinrich, “ainda não sabemos bem quando e como, mas vai chegar de certeza e vai começar nas áreas urbanas em primeiro lugar. Parece-me que muitos dos motociclistas típicos, assim como a maioria dos designers, ainda se mostram um pouco desinteressados pelo tema, julgo que por acharem que estes produtos não são muito cool. Pelo contrário, é um tema que a BMW deve desenvolver e assumir-se como um líder. Sentimos que ainda falta aquela faísca que realmente vai despoletar a mobilidade eléctrica. É isso que estamos a fazer.”

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