Quem estava de férias em Istambul por estes dias foi surpreendido pela cor azul turquesa das águas do Bósforo, o estreito que une o Mar Negro ao Mar de Mármara, dividindo também a cidade, entre lado oriental e ocidental.

Perante a especulação da população, preocupada que a cor da água fosse resultado de alguma contaminação, cientistas vieram explicar o fenómeno dizendo que foi causado por um aumento de plâncton.

Ahmet Cemal Saydam, professor de ciência ambiental da Universidade de Hacettepe, disse à agência privada Dogan que a alteração de cor se deveu a um aumento no número de Emiliania huxleyi, espécie de fitoplâncton marinho que desempenha um papel vital na regulação do teor de dióxido de carbono da atmosfera. “Isto não tem nada a ver com a contaminação”, assegurou Saydam, destacando que esta espécie até atrai cardumes de anchovas, peixe muito apreciado em Istambul.

Segundo a agência espacial americana (NASA), que registou o fenómeno numa imagem de satélite, “este organismo é coberto de carbonato de cálcio branco e, quando está presente em grandes quantidades, tende a dar à água um reflexo leitoso”. Extremamente adaptável, este organismo unicelular subsiste tanto em águas equatoriais como nas da região subárctica.

Foto: NASA

Deixar uma resposta