Canoa tradicional do Havai

Esta história tem tanto de heróico como de mágico, e quase poderia fazer parte de um filme da Disney. Hokule’a significa “estrela de alegria” e é o nome havaiano da canoa tradicional que acaba de completar uma volta ao mundo inédita. Como na história da princesa Moana, mas sem semi-deuses a bordo, a tripulação da Hokule’a conseguiu atravessar oceanos usando apenas técnicas de navegação antigas, tais como os ventos, as correntes, a observação das estrelas, do Sol e das aves. Como pode ver no mapa da viagem, a canoa percorreu 40.000 milhas marítimas (74.000 quilómetros), visitou 27 países e 150 portos, passando pelo Taiti, Bali, África do Sul, Brasil, e Cuba, sem recorrer a qualquer espécie de tecnologia, nem mesmo telemóveis.

 

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Segundo a Sociedade Viajante da Polinésia, a Hōkūle’a é a primeira canoa havaiana de casco duplo construída em 600 anos, e a sua viagem inaugural aconteceu, na verdade, em 1976, quando um grupo de navegadores decidiu repetir a viagem dos seus antepassados (os colonizadores do Havai, vindos da Polinésia Francesa), mas no sentido inverso, navegando de Oahu para Papeete, no Tahiti.

Essa viagem épica inspirou o ressurgimento da cultura polinésia, pelo que, hoje em dia, existem 25 embarcações semelhantes a esta numa dúzia de países do Pacífico.

Agora a Hōkūle’a voltou ao ataque e com um objectivo bem mais ambicioso e arriscado, ainda que em prol de nobres motivos. É que o objectivo principal desta viagem, baptizada de “Mālama Honua Worldwide Voyage” era a divulgação da ideia de sustentabilidade ambiental e da preservação do nosso planeta. Aliás, o próprio nome “Mālama Honua” significa “tomar conta da ilha Terra”. Por isso, quando os tripulantes chegaram à lagoa de Magic Island, em Honolulu, foram recebidos por dezenas de milhares de pessoas em euforia.

Foto: Creative Commons

 

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