O Sol tem um irmão gémeo. Ou irmã gémea, como preferirem. Uma gémea “malvada” chamada Nemesis, que pode bem ter sido a responsável pela extinção dos dinossauros da face da Terra: teria sido a sua poeira estrelar que empurrou o asteróide nesta direcção. Pelo menos, é o que dizem dois astrónomos altamente respeitados da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e do Smithsonian Astrophysical Observatory, em Harvard.

Segundo os astrónomos – e toda uma equipa das duas universidades que colaborou no estudo –, o Sol nasceu com um irmão gémeo há 4,5 mil milhões de anos. Há muito que se desconfiava desta existência, mas o “irmão” nunca foi encontrado, o que levou muitos cientistas a desacreditarem-no. De facto, o mais comum no universo é a existência de sistemas duplos e até mesmo triplos, e o que o estudo veio agora provar – através de modelos matemáticos aplicados a outras constelações – é que todas as estrelas nascem mesmo aos pares, pelo que o sol tem de ter a sua irmã. Só falta encontrá-la.

Esta confirmação será também a explicação que faltava para uma série de fenómenos na história do nosso globo que, de outro modo permanecem sem explicação, como as extinções em massa que ocorreram ciclicamente a cada 27 milhões de anos.

Mas, se existe, por que motivo não o encontram?

Lá por terem nascido gémeos, não significa necessariamente que sejam parecidos ou tenham nascido por perto. De facto, Némesis estaria provavelmente 17 vezes mais longe do que Neptuno, o planeta mais afastado do Sol. E isto há milhares de milhões de anos. Desde então o gémeo afastou-se do sistema e misturou-se com todas as outras estrelas da Via Láctea, o que o torna extremamente difícil de encontrar.

Foto: Nasa

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