Para quem não sabe, o rio Águeda é um afluente da margem esquerda do rio Vouga, que nasce na serra do Caramulo e atravessa a cidade de Águeda. E a boa notícia para esta região é a recente aprovação e contratualização com a Comissão Europeia do projecto LIFE ÁGUEDA para acções de conservação e gestão para peixes migradores na bacia hidrográfica do Vouga, que tem como objectivo principal a mitigação de obstáculos que estejam a limitar o habitat disponível para os peixes migradores no rio Águeda e melhoria da sua qualidade. Estas intervenções, a par com outras na área da gestão ripícola e da pesca, irão sobretudo beneficiar peixes migradores como o sável e a lampreia-marinha, que apresentam elevado valor socioeconómico e conservacionista.

De acordo com o comunicado divulgado pelo MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, este projecto tem um orçamento de cerca 3,3 milhões de euros e o seu arranque formal está marcado para o próximo dia 1 de Agosto, financiado a 60% pelo Programa para o Ambiente e a Acção Climática (LIFE), e cofinanciado com 300.000 euros pela EDP – Gestão da Produção de Energia S.A.

Com coordenação e supervisão técnico científica da Universidade de Évora e apoio do MARE, o projecto integra ainda como entidades parceiras, que irão desempenhar tarefas e trabalhos específicos, também financiados pelo LIFE, o Município de Águeda, o Município de Mora / Fluviário de Mora, a Docapesca Portos e Lotas S.A. e a empresa de projecto Aqualogus – Engenharia e Ambiente, Lda. Com a assinatura de contrato concluída, a reunião de pré-arranque do projecto teve lugar no passado dia 8 de Junho e marcou o início dos trabalhos, que serão desenvolvidos ao longo dos próximos cinco anos, numa calendarização conjunta e integrada. Os primeiros trabalhos, de monitorização e actualização da situação de referência, a que se sucederão diversas actividades, preparatórias das intervenções no rio, têm início nos primeiros dias de Agosto.

Foto MARE

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