A ideia é genialmente simples, na realidade. Todos os anos matam-se mais de 50 mil milhões de galinhas para alimento e, com os hábitos a mudar em favor das carnes brancas, esse número só poderá crescer.  Em 2020 é suposto que a carne de frango já tenha ultrapassado a carne de vaca, de porco e peixe como a fonte de proteínas mais popular.

Isto coloca um problema: o que fazer com todas as penas? Que representam cerca de 5% do peso de uma galinha?  Actualmente vão parar a aterros, incineradoras ou são utilizadas como ração para animais, muitas vezes, como se sabe, com restos de antibióticos que entram na cadeia alimentar. 

Então, porque não transformar todas essas penas num produto isolante para a construção?

Foi este o quadro que Elena Dieckman e Ryan Robinson traçaram, e contaram ao site Fast Company.  Afinal, as propriedades isolantes das penas são bem conhecidas. Podia-se assim substituir os produtos de isolamento actuais, na sua grande maioria sintéticos e baseados em derivados do petróleo.

Para explorar a ideia, dois empreendedores criaram a Aeropowder – e já receberam inúmeros prémios pela sua invenção, embora estejam ainda na fase de pesquisa e desenvolvimento. Contam, também, com o apoio do maior acelerador de carácter social do mundo, a Echoing Green, baseada em Nova Iorque. Por isso será apenas uma questão de tempo até as galinhas chegarem a sua casa.

Foto: Creative Commons

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