Dormir no parque

O aquecimento global tem sérias implicações sobre o planeta, com ondas de calor cada vez mais severas, aumento do nível do mar, disrupções nos ciclos das colheitas, furacões e tempestades mais frequentes… só para citar algumas. Só isso deveria ser suficiente para deixar a humanidade acordada, mas, segundo um estudo recente citado no The New York Times, o aquecimento global terá também sérias implicações ao nível dos hábitos de sono , implicando menos horas e sonos mais agitados. Como todos sabemos, o número de horas e a sua qualidade é fundamental para o bem-estar físico e emocional dos seres humanos. 

Há muito que os cientistas procuram descobrir os efeitos do aquecimento global na saúde das pessoas, e não apenas do planeta, onde as suas consequências estão melhor documentadas (embora as surpresas sejam constantes e preocupantes). Já se tinha descoberto que esse aquecimento traz consigo a disseminação de doenças tropicais e um número maior de mortes pelo calor (e menos pelo frio), mas o estudo liderado pelo Dr. Obradovitch, publicado no jornal Science Advances, estabelece agora uma correlação directa com as horas de sono, que poderá chegar a seis noites mal dormidas por mês, em 2050. E, mais uma vez, será a população mais desfavorecida – sem acesso a mecanismos reguladores da temperatura como ar condicionado – e a mais idosa quem mais sofrerá.

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