A American Airlines cancelou, ontem (dia 20), cerca de 40 voos que estavam programados para descolar do Aeroporto Internacional Sky Harbor, em Phoenix, devido às altas temperaturas provocadas por uma massa de ar quente.

A previsão meteorológica para a cidade norte-americana era de temperaturas que chegavam aos 49°C, um valor mais elevado do que a temperatura operacional máxima aconselhada para determinadas aeronaves utilizadas pela companhia. É o caso dos voos regionais realizados por Bombardier CRJ, que têm uma temperatura operacional máxima de cerca de 47°C. Na segunda-feira, já tinham sido cancelados sete voos pelo mesmo motivo.

Quando as temperaturas são muito elevadas, o ar quente expande-se e tem uma densidade demasiado baixa para gerar elevação. E sem elevação os aviões têm mais dificuldade em levantar voo. Ou seja, isso significa que os motores da aeronave precisam gerar mais impulso para chegar no ar.

Mas este é um problema bem conhecido da comunidade aeronáutica. Um relatório da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) de 2016, adverte que temperaturas mais altas causadas pela mudança climática podem “ter graves consequências para o desempenho da descolagem das aeronaves”, aumentando a necessidade de comprimentos das pistas, e limitando a carga de um avião pode transportar.

Estas situações são particularmente frequentes em países no Oriente Médio e em alguns aeroportos de alta altitude na América do Sul.

Foto: Bombardier

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