Hywind

Fotos: Siemens

Cinco turbinas flutuantes preparam-se para fazer a viagem entre a costa da Noruega e a costa nordeste da Escócia. Será um longa e lenta viagem, difícil, mas já tentada. Ainda na semana passada outras duas turbinas percorreram esse caminho e, assim, aos poucos, a primeira quinta de turbinas eólicas flutuantes do mundo vai ganhando forma.

A Hywind é um projeto de 200 milhões de libras (227.5 milhões de euros) gerido pela Siemens e pela Statoil, a empresa petrolífera controlada pelo estado Norueguês, à procura de diversificar a actuação e abraçar energias mais limpas.

Quando estiver a funcionar, a HyWind, na Escócia, terá uma capacidade de produção relativamente pequena, suficiente apenas para alimentar 20 000 casas, ao contrário de outras “quintas” tradicionais já instaladas, que em alguns casos chegam para alimentar 800 000 casas. Mas aquilo que é um pequeno passo para alimentar umas casas, é um passo de gigante para o futuro da energia eólica. Porque esta nova tecnologia permite, pela primeira vez, instalar turbinas em alto mar, abrindo os oceanos à produção de energia eólica.

A generalidade das turbinas são fixas, pelo que tem de ser instaladas em locais onde a profundidade não ultrapasse os 40 metros. O que não só limita, e muito, as opções disponíveis como as confina, na generalidade dos casos, às zonas costeiras, com todas as contra indicações que isso acarreta. Estética logo à cabeça.

HyWind1

Estas turbinas flutuantes, pelo contrário, podem ser instaladas a qualquer profundidade entre os 100 metros os 700 metros. Embora no futuro possam ir muito mais fundo ainda. As turbinas têm uma “boia de flutuação” de 78 metros debaixo de água, e são presas ao fundo do mar por cabos. Também são muito maiores, com praticamente 175 metros acima da superfície, que é quase toda ocupada pelas pás. Cada uma destas turbinas gera, por isso, muito mais energia do que as turbinas tradicionais.

E por aqui se compreende porque razão são apontadas como o futuro da produção de energia eólica. A HyWind é apenas a primeira de muitas quintas que nascerão em breve, como a WindFloat Atlantic, da EDP Renováveis, a ser instalada ao largo da costa norte de Portugal entre 2018/19.

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