Aquario Vancouver

A recente decisão da Direcção de Parques de Vancouver de proibir o aquário de trazer novos cetáceos, mesmo que feridos e resgatados, foi tomada debaixo de grandes protestos e fortes aplausos.

Por um lado, tínhamos os grupos de activistas pelos direitos dos animais, como a Vancouver Humane Society, com o seu porta-voz, Peter Fricker, a referir à BBC que existem “provas científicas substanciais que provam que os cetáceos sofrem em cativeiro e que isso se sobrepõe aos benefícios de manter os animais num show para o nosso entretenimento”. 

Por outro lado, tínhamos a própria administração do Aquário de Vancouver, e seus apoiantes, que reagiram à decisão defendendo que a medida é mais prejudicial para os animais do que benéfica. “Obriga-nos a virar as costas a esses animais marinhos, mesmo quando eles mais necessitam da nossa ajuda”, disse o CEO da instituição, John Nightingale, antes de argumentar que o Aquário de Vancouver é o único no Canadá que gere um programa de cuidados e tratamentos a longo prazo para os cetáceos que não podem ser libertados no mar. Informação confirmada pelo Departamento de Pescas e Oceanos do país.

A decisão da Direcção de Parques insere-se numa nova corrente global, que defende o fim do tratamento “animal de circo” para certas espécies em cativeiro – ou todas – e que já levou entidades semelhantes, noutros países, a tomarem esta mesma atitude. O certo é que o debate promete prologar-se no tempo, não só no caso específico – que inclui um programa integral de cuidados de saúde – como no resto do mundo.

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