A beleza natural das paisagens açorianas tem um impacto profundo sobre quem a contempla, mas a simpatia e o coração das suas gentes são igualmente surpreendentes. E revelam-se em iniciativas como este Festival do Caldo do Peixe, na Vila de Rabo de Peixe, onde a solidariedade é tão importante como a gastronomia.

 A vila, com a dúbia fama de ser uma das localidades mais pobres da Europa, organiza todos os anos – a 5ª edição decorre de 21 a 23 de Julho – o Festival do Caldo de Peixe, onde pode experimentar inúmeras versões dos caldos,  uma especialidade regional desta comunidade piscatória. E quantos mais caldos se venderem – este ano a fasquia eleva-se para os 5 mil caldos – melhor futuro se pode garantir às crianças da localidade, já que o lucro das vendas reverte inteiramente para apoiar o serviço educativo.

Esta edição conta ainda com a presença da Confraria da Caldeirada de Peixe e do Camarão de Espinho, e da Confraria dos Ouriços-do-mar de Gijón (nas Asturias, em Espanha), que assim se associam também a esta iniciativa solidaria. Tal como fez o músico, Lou Bega, da canção Mambo nº 5 (a little bit of Monica in my life, a little bit of Erica by my side…)

Não faltam, pois, boas razões para visitar o Festival do Caldo de Peixe, de “Rabo d‘Pexe”, uma localidade à procura de se reinventar, associando à pesca actividades como a do turismo, sem nunca perder de vista o que sempre lhe deu sentido: o mar dos Açores. É por isso que Rabo de Peixe é, também, uma lição de vida.

Deixar uma resposta