Desta vez os cientistas não estiveram com meias palavras e chamaram-lhe um “Extermínio biológico de toda a vida selvagem” ou um “Assalto aterrador às fundações da civilização humana”. “A situação é tão má que não seria ético não usar estas expressões mais fortes”, disse o professor Gerardo Ceballos, da Universidad Nacional Autónoma de México, que liderou o estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos.

E o que o estudo conclui é que a extinção de espécies nos últimos anos atingiu um número de tal forma significativo que estamos já na 6ª grande extinção em massa da história do mundo (que pode ver mais à frente no artigo). Os investigadores concluíram que os números de espécies perdidas contam-se já na casa dos biliões e os motivos de preocupação não se resumem assim, porque mesmo dentro das espécies que não estão extintas, o número de indivíduos desaparece a um ritmo alarmante “cerca de 50% do número de animais que partilharam esta terra connosco já desapareceram. A situação é ainda pior para os mamíferos terrestres que perderam 80% dos seus números.

“A vida selvagem está a morrer devido à destruição do habitat, caça excessiva, poluição atmosférica e espécies invasoras. Mas, em última análise, a causa de todos esses factores é a população humana, o seu excesso e o continuo crescimento, e consumo desmedido, especialmente por parte dos mais ricos, refere o Professor Paul Ehrlich, da Universidade de Stanford e um dos autores do estudo, ao The Guardian.

“Não nos Podemos esquecer”, dizem os cientistas “que a capacidade da Terra em suportar vida, incluindo a humana, está dependente da existência de vida. E concluem: “Este extermínio terá sérias consequências ecológicas, económicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito elevado pela destruição do único sistema com vida que conhecemos no universo.”

Palavras duras, sem dúvida, mas como dizê-las de outra maneira?

As 5 extinções:

Extinção do Ordoviciano, 450 milhões de anos. Uma era de gelo levou a diminuição do nível dos oceanos, extinguindo cerca de 60% de toda a via, que era sobretudo marinha.

Extinção do Devoniano, 360 milhões de anos. Uma sucessão de acontecimentos climáticos de causas ainda não totalmente conhecidas levou à extinção de praticamente 70% das espécies, incluindo quase todos os corais.

Extinção Permo-Triássica, 250 milhões de anos. A maior de todas, desapareceram praticamente 95% de todas as espécies marinhas e 75% das terrestres.  A causa é atribuída ao aquecimento global provocado por uma série de explosões vulcânicas na zona da sibéria.

Extinção do Triássico-Jurássico, 200 milhões de anos. Perderam-se 75% das espécies e mais uma vez as causas foram atribuídas a erupções vulcânicas.

Extinção do Cretáceo-Terciário, 65 milhões de anos. A mais famosa de todas, um asteroide embateu no Golfo do México e levou à extinção dos dinossauros e da maioria dos seres vivos. Abriu caminho aos mamíferos e eventualmente aos humanos.

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