Será que vacas comedoras de algas poderão ser a solução para os problemas de poluição causados pela criação de gado? Recorde-se que cada vaca emite entre 70 e 120 kg de metano por ano, e que o metano é, a seguir ao dióxido de carbono, o maior responsável pelo efeito de estufa. Aliás, quando comparados os dois gazes o metano é ainda pior, mas felizmente existe em menor quantidade. E é por isso que o gado nunca poderá ser a resposta para o aumento da população mundial.

Mas a Irlanda está decidida em provar que a criação de gado, “baseada num modelo de erva é sustentável” como refere a Associação de Agricultores daquele país. Basta juntar algumas algas marinhas.

Thomas Cooney, da associação, pediu aos cientistas irlandeses “para investigar imediatamente o potencial desta pesquisa no contexto agrícola da Irlanda, também no que se refere à produção das algas marinhas.”

 Afinal, enquanto ilha, esse potencial será grande. E o mesmo se poderia dizer de outro país “à beira mar plantado”, que, não sendo ilha, tem também uma longa costa.

A pesquisa a que Thomas Cooney se refere é um estudo da Universidade James Cook, Austrália, que experimentou com vacas e ovelhas e em todas verificou essa redução na produção de metano, incluindo 2% de algas na dieta. No caso das ovelhas de 50 a 70% de redução mas, no caso das vacas podia chegar a aos 99%, com uma alga vermelha chamada Asparagopsis Taxiformis.

A Universidade de Cook pegou no tema ao abriga da pesquisa científica da Comenwealth e a pedido de dois investigadores canadianos, que também só pegaram no assunto alertados por um agricultor daquele país, que verificou que algumas das suas vacas se alimentavam com algas na costa e que essas vacas eram mais saudáveis do que as outras, e tinham ciclos de reprodução maiores. Os dois investigadores canadianos referiam já outra consequência: a redução nas emissões de metanol.  

A ser verdade, a luta pelo meio ambiente abre aqui mais uma enorme oportunidade económica.

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