Cgasing Coral

“As pessoas olham para o espaço em admiração”, ouve-se em “Chasing Coral” (à procura dos corais), “Quando temos um mundo quase extraterrestre aqui neste planeta, repleto de vida”.

Para os captar – e antes que desapareçam – uma equipa de mergulhadores, fotógrafos e cientistas partiu à procura dos recifes de corais por todo o planeta, para revelar estes mistérios subaquáticos e explicar por que razão estão a desaparecer.

“Os recifes de corais são o berço de toda a vida nos oceanos, um ecossistema impressionante que nos sustem. E, no entanto, com as emissões de carbono a aquecerem os mares, um fenómeno chamado ‘descoloração de coral’- um sinal de morte dos corais  – acelerou por todo o mundo, e o público não faz ideia da escala ou das implicações desta catástrofe que acontece silenciosamente debaixo de água” lê-se no comunicado do Festival de Sundance, onde Chasing Coral recebeu o Prémio do Público.

O filme é um grito de alerta, mas também uma montra da rara beleza dos corais. É ao mesmo tempo magnífico, maravilhosamente lindo, mas também deprimente e enervante, pelo mal que nós, humanidade, conseguimos fazer. E que muitos continuam a negar. Tal como Jeff Orlowski o realizador explicou à Fast Company, “com algumas organizações e interesses escondidos activamente a tentar confundir o público sobre o aquecimento global e os efeitos das alterações climáticas, é normal que o público se sinta confundido. O que aqui pretendemos é combater isso, não com mais gráficos e esquemas e dados científicos, mas criando uma história visual, emocionante, uma história que o público veja e compreenda. Algo que Orlowski já tinha feito antes, no também premiado Chasing Glaciars. O filme estreou este fim de semana na Netflix.

Fotos: Chasing Coral (Exposure Labs)

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