As autoridades da região apreenderam praticamente nove toneladas de presas de elefante, avaliadas em mais de 60 milhões de euros. O marfim estava num contentor, escondido debaixo de peixe congelado.

“Estas presas representam a vida de centenas de elefantes, disse Margaret Kinnaird, da World Wildlife Fund (WWF), acrescentando que “só numa região da Tanzânia desapareceram praticamente 90% dos elefantes nas últimas quatro décadas devido a este comércio ilegal”.

Um assunto para o qual alertámos recentemente, chamando a atenção para a petição que a Quercus estava a organizar contra este comércio ilegal, e que ainda vai bem tempo de assinar se não o fez, como pode ver aqui.

O contentor apreendido tinha origem na Malásia, e a polícia alfandegária de Hong Kong prendeu o dono da empresa de importação, juntamente com dois dos seus funcionários, que agora enfrentam penas de prisão até aos nove anos e uma multa de 6,3 milhões de euros.

Esta apreensão vem também reforçar a causa dos activistas (como a Quercus), que exigem maior fiscalização e leis mais apertadas, pois a legislação em vigor na maioria dos países oferece demasiadas lacunas de que este comércio ilegal se aproveita. Em Hong Kong é proibido o comércio de marfim retirado da vida selvagem após 1976 ou, com algumas excepções entre 1976 e 1990. E seria precisamente sobre esta capa de “marfim antigo” que estas presas iriam depois ser vendidas no mercado.

Foto: Freeland

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