Larsen C

Um dos maiores icebergs de sempre acaba de se desprender da Península Antárctida. Mede 5 800 quilómetros quadrados, o que, para se ter uma ideia, é ainda maior do que área do Algarve, que é de 5 400 quilómetros quadrados. Pesa um trilião de toneladas e tem uma espessura de 350 metros.

Apesar da dimensão, o A68, assim deverá ficar a sua designação oficial, não terá qualquer efeito no nível das águas, visto que já estava a flutuar.

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A preocupação dos cientistas é agora avaliar os efeitos que possa ter sobre o resto do Glaciar Larssen C, do qual representava cerca de 12% da área total. O professor Adrian Luckman, da Universidade de Swansea e membro do Project MIDAS, uma investigação inglesa sobre os efeitos do aquecimento global na Antárctida referiu a propósito:  “nos próximos meses e anos a plataforma poderá recuperar ou sofrer futuros colapsos – as opiniões na comunidade científica estão divididas – embora o nosso modelo aponte para uma plataforma menos estável. Mas, mesmo nesse caso, ainda faltam anos ou mesmo décadas para que futuros colapsos possam ocorrer”.

Este acontecimento estava a ser previsto há bastante tempo pelos cientistas e ocorreu entre nos últimos dois dias, entre 10 e 12 de Julho, o que foi confirmado por imagens térmicas da Nasa. O Glaciar, apesar de se ter separado, ainda não flutuou para longe, o que os cientistas justificam por estar preso em montanhas subaquáticas e devido às correntes e aos ventos.

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Apesar do A68 ser um iceberg gigantesco, tem apenas cerca de metade do tamanho do maior iceberg já registado, que tinha 11 mil quilómetros quadrados e partiu-se da Ross Ice Shelf em 2000. Seis anos depois passou ao largo da costa da Nova Zelândia, conta o jornal inglês The Independent.

Foto: Nasa/ Project Midas

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