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Uma equipa de investigadores dos Departamentos de Engenharia Informática e Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um algoritmo inteligente capaz de gerir os sistemas de drenagem de águas pluviais, conseguindo assim se não acabar completamente com as cheias, pelo menos reduzir o seu número e as consequências.

Estamos no Verão, mas o clima está tão imprevisível que até nesta altura o risco de cheias é real, como rapidamente perceberam cidades como Paris ou Madrid, ainda muito recentemente. Até pelas alterações climáticas esta invenção coimbrã assume uma maior importância.

Na prática, a solução recolhe dados fornecidos em tempo real por vários udómetros – sensores de precipitação – instalados em diferentes pontos geográficos da malha urbana, este algoritmo “avalia a situação e, de forma autónoma, activa barreiras que controlam o fluxo da água, evitando ou mitigando a ocorrência inundações. Dependendo da intensidade de precipitação e do caudal gerado, e considerando a capacidade de retenção do sistema de tubagens existente, é tomada a decisão mais acertada, sem intervenção humana”, explica Alberto Cardoso, coordenador do projeto. Além disso, a solução “considera também ambientes naturais envolventes para onde a água pode ser desviada temporariamente. Foi um grande desafio desenvolver este algoritmo porque a água tem um comportamento imprevisível” acentua o docente e investigador da FCTUC.

Foto Wiki Commons

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