Lobo do México

Os esforços do programa de cooperação entre o México e os EUA para recuperar o Lobo Mexicano estão a dar resultados. O jardim zoológico Los Coyotes, na Cidade do México, anunciou o nascimento de sete crias desta espécie em risco de extinção, deixando esperanças no ar para tratadores e cientistas.

“Esperávamos quatro ou cinco crias”, disse Arturo Gayosso, director do zoológico à agência France Press. Mas Pearl, uma fêmea de Canis lupus baileyi proveniente do zoo de Guadalajara, deu à luz sete pequenos lobinhos, concebidos logo após a sua chegada à capital mexicana. Apesar de terem nascido em Abril, só agora é que foi possível observar as crias, cinco machos e duas fêmeas. 

Esta espécie rara é, na verdade, uma subespécie, geneticamente distinta, do lobo cinzento, nativo do México, Arizona, Texas e Novo México. Acredita-se que os seus antepassados foram os primeiros lobos a entrar na América do Norte. Mas no início do século XX, a sua população começou a sofrer grandes quebras devido à diminuição do número de presas, como veados e alces, motivo que levou os lobos mexicanos a atacarem com frequência o gado. Como consequência, os pastores começaram a persegui-los e os muitos episódios de envenenamento, armadilhas e caça quase levaram à sua extinção, em ambos os países. 

Entretanto, os responsáveis pelo programa de conservação do Lobo Mexicano esperam que estes sete filhotes venham a tornar-se suficientemente fortes e saudáveis para serem libertados e conseguirem reproduzir-se na natureza. Actualmente com quase três meses, os lobinhos pesam cerca de sete quilos e possuem um revestimento misto, entre o amarelo, cinza e preto. Se tudo correr bem, estes jovens animais vão dar um novo significado ao nome do seu progenitor, também residente no zoo. É que Yoltic, na língua ancestral Nahautl, significa “aquele que vive”.

Foto: Creative Commons

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