offshore oil rig

Depois do carvão, o petróleo… O presidente norte-americano continua determinado em apostar forte nos combustíveis fósseis, qualquer que este seja. Desta vez a proposta passa por acabar com uma proibição da era Obama, que colocou as costas do Atlântico e do Ártico como estando “off limits” para este tipo de exploração.

A administração de Trump alega, mais uma vez, a importância da autonomia energética dos Estados Unidos e “os milhares de postos de trabalho” que a medida iria gerar.  

Felizmente a realidade (na versão não alternativa) é bem capaz de o desmentir. Isto porque não é certo que, mesmo abrindo as duas regiões à exploração, encontre petrolíferas interessadas. O motivo é simples e não tem nada que ver com o ambiente: dizem os especialistas que este tipo de extracção é extremamente dispendiosa, só fazendo sentido se o preço do barril (e as expectativas a longo prazo) ultrapassar os 85 dólares. O que não acontece. E citam o exemplo da Shell, que decidiu recentemente abandonar uma exploração em curso também no Ártico. Na altura a petrolífera alegou os elevados custos e os riscos ambientais desnecessários.

A medida ira provavelmente enfrentar também a oposição dos militares, tal como noticia o Washington Post, porque as zonas que poderão eventualmente gerar o interesse das petrolíferas situam-se próximo de bases navais e zonas de exercícios militares, onde a marinha não vê com bons olhos a presença de “intrusos”.

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