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Depois da decisão francesa de banir os automóveis movidos a motores de combustão para 2040, chegou a vez do Reino Unido fazer exactamente o mesmo: declarando o seu  fim em  ano 2040. Além de revelar um raro consenso entre franceses e ingleses, as duas decisões são um claro sinal do futuro da mobilidade.

No caso de Inglaterra, e devido a níveis preocupantes na qualidade do ar –  que as autoridades dizem estar no limite das emissões permitidas –  foram ainda identificadas estradas e cidades que deverão impor restrições ou penalizações aos veículos movidos a diesel já em 2020.

Mas esta mudança para o eléctrico cria um problema energético já que, segundo as estimativas, o Reino Unido necessitará de produzir mais 31 GigaWatts de energia por ano, por oposição aos 61 necessários hohe em dia. Uma subida para o dobro. Segundo conta o jornal The Telegraph, isso implica construírem-se 10 novas centrais nucleares (ao custo de 20 biliões de libras por central e um tempo de construção de 20 anos) ou 10 mil turbinas eólicas, cada com um custo entre 1 a 3 milhões. Ou seja, no máximo 30 mil milhões, muito mais barato que o nuclear. Mas os especialistas revertem também que esta pressão irá certamente fazer aumentar as importações energéticas do exterior, sobretudo de gás, dos actuais 10% para 30%.

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