Todos os anos são abatidos pelo menos 20 000 mil elefantes pelo marfim. Uma mortandade que nunca irá acabar enquanto o comércio de marfim for legal. Por isso, o Fundo Internacional para o Bem-estar Animal (IFAW) lançou hoje uma campanha por toda a Europa para acabar com este comércio, e é muito fácil participar: basta assinar a petição. Em Portugal, a campanha conta com o apoio da Quercus, e por isso a nossa petição é dirigida tanto ao comissário europeu do Ambiente, Karmenu Vella, como ao nosso ministro da pasta, João Matos Fernandes.

Portugal, tal e qual como outros países da UE, continua a comercializar marfim em mercados, leilões e online, e encobrindo, com o marfim antigo, a caça ilegal que se mantém todos os dias no coração de África. A nossa ligação ao continente deixou-nos com uma grande colecção de marfim, trabalhado e não trabalhado, que tem tendência para reentrar no mercado europeu, criando desta forma uma cobertura para muito marfim ilegal.

“Com os elefantes a serem abatidos a um ritmo alarmante, o marfim não deve continuar a ser visto como um objecto desejável” refere Sonja Van Tichelen, directora da IFAW-EU. Num estudo recente conduzido pela organização, a maioria dos cidadãos europeus confirmam: “sentimo-nos encorajados ao ver que 90% dos entrevistados não desejam comprar produtos de marfim”. Ainda assim, apenas 42 % dos inquiridos estavam cientes de que os elefantes eram brutalmente mortos pelo marfim e 24% desconheciam mesmo que os elefantes eram caçados pelas suas presas.

A comunidade internacional tem vindo a adoptar resoluções importantes para fechar este negócio e a China, o maior destino mundial de marfim, proibiu recentemente a maioria das importações, assumindo o compromisso de encerrar todo e qualquer comércio até ao final de 2017. Apelou também à EU para que adopte uma posição mais forte. A EU é o maior exportador de marfim para a China e Hong Kong e apesar da IFAW reconhecer que foram tomadas medidas positivas nesta matéria, acredita também que continuam a existir demasiadas lacunas que necessitam de ser abordadas o mais urgentemente possível para travar o rápido declínio das populações de elefantes. Dai esta campanha.

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