nasa aquecimento global

E se lhe dissessem que existem 99% de hipóteses do planeta aquecer acima dos 1,5 graus celsius previstos no Acordo de Paris? Continuava a apostar nesse número? Não somos jogadores, especialmente num tema como este, mas as probabilidades não agradam.

A própria meta dos 2º não tem muito mais hipóteses. Apenas 5%. Ou seja, existem 95% de hipóteses de atingirmos um valor que todos queriam evitar, porque a partir daí o cenário é catastrófico: secas extremas, fome, migrações em massa, subida do nível das águas…)

Os valores resultam de um estudo agora divulgado pela Universidade de Washington, que aponta como mais provável um cenário de subida superior, podendo mesmo atingir os 4,9º graus! Esse valor nem sequer é novidade, já tinha sido apontado antes noutros estudos. A diferença é que o da Universidade norte americana analisa dados climáticos de mais de 50 anos e de todo o mundo para elaborar estas probabilidades estatísticas.

“A nossa análise é compatível com estimativas anteriores, mas conclui que as projeções mais optimistas são improváveis de acontecer”, avançou Adrian Raftery líder do estudo, acrescentando que o planeta está muito mais perto “dessa margem” do que as pessoas pensam.

Com 90% de hipóteses de suceder, o aquecimento mais provável para 2100 situa-se algures entre os 2 e os 4,9, valor médio de 3,2 graus. Até porque mesmo que parássemos já todas as emissões, o planeta continuaria a aquecer, lenta mas inexoravelmente até ao limiar dos 1,5 graus.

Por isso Raftery diz que o “objectivo dos 2 graus é o melhor cenário”, mas que para isso acontecer “os nossos resultados indicam que é necessária uma alteração dramática de curso”

Foto: Nasa / Mapa de 2016. Amarelo e laranja indicam subida média de temperatura.

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