Departamento federal dos EUA censura “Aquecimento Global”

casa branca

Tinham passados poucos dias desde a tomada de posse do novo presidente Trump, e já um director da Natural Resources Conservation Service (NRCS), uma divisão do Departamento de Agricultura (USDA) escrevia “Tornou-se claro que uma das prioridades da anterior administração não é consistente com as políticas da nova administração. Nomeadamente as alterações climáticas. Nesse sentido, devem visitar os vossos funcionários para lhes dar conta desta alteração de perspectiva.” Jimmy Bramblett, o autor do e-mail, acrescentava ainda que devia existir “prudência” na discussão das emissões de gases e que os trabalhos em curso podiam mesmo ser descontinuados, tal como relata o The Guardian, jornal que teve acesso a vários e-mails dentro do departamento que mostram como efectivamente a administração Trump procurou censurar não só políticas e dados, como a própria referência aos mesmos.

Nestes e-mails a que o jornal inglês teve acesso, descobre-se também que aquilo que começou como um pedido de “prudência” rapidamente passou a política oficial. Bianca Moebius-Clune, outra directora na NRCS, enviou uma missiva onde se estabelecia claramente que alguns termos deviam ser evitados, e mesmo as expressões alternativas. À cabeça surge “Aquecimento Global”, que deve ser substituído por “extremos climáticos”. Ou “redução de gases de efeito de estufa”, quando se deve utilizar “construção de matéria orgânica” ou “aumentar a eficiência do uso de nutrientes”. Como sempre, as alternativas são péssimas.

Vários dos e-mails revelam também pedidos de esclarecimento sobre os termos correctos, vindos de funcionários confusos. Num deles, uma funcionária pergunta se as expressões proibidas podiam ser utilizadas quando se publicavam estudos externos, altura em que é redireccionada para “uma conversa telefónica”. 

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