fogo gronelandia

Imagens de satélite dão conta de um fogo de grandes dimensões, que lavra desde o fim de Julho, algo sem precedentes na ilha.   A grande maioria do território da Gronelândia está coberta de gelo e não existem florestas, nem nada que se lhe compare. Mas tem alguma vegetação rasteira, sobretudo arbustos, nas zonas costeiras.

Para os cientistas que monitorizam a Gronelândia a partir de imagens de satélite, 2017 tem sido um ano anormal em termos de incêndios no território. Superior a qualquer outro desde que esses registos começaram a ser feitos, no início do século (2002). Os incêndios têm ocorrido com uma frequência quatro vezes superior aos anos anteriores e a dimensão da área ardida e a duração mais do que duplicaram.   

Um dos cientistas, o professor Stef Lhermitte, da Universidade de Delft na Holanda, referiu ao jornal The Independent que “já ocorreram incêndios na Gronelândia no passado, mas 2017 tem sido um ano excepcionalmente activo. Este é o maior que os satélites alguma vez captaram”.

Apesar de serem conhecidos os efeitos do aquecimento global sobre a intensidade e a frequência dos incêndios, os cientistas preferem permanecer cautelosos e não atribuir ainda uma relação causa/efeito “pela reduzida dimensão temporal dos registos.”

A acontecer, seria mais uma praga a abater-se sobre esta ilha que todos os anos perde cada vez mais gelo – este fenómeno definitivamente culpa das alterações climáticas. O degelo da Gronelândia poderá levar a uma subida de seis metros no nível do mar e entre 2011 e 2014 perdeu um trilião de toneladas de gelo. A media do século XXI é agora de 269 biliões de toneladas ano(!), quando no século passado era de apenas 90 biliões, como refere também o jornal inglês (e os ingleses usam a mesma nomenclatura numérica que nós).

Foto: EPA (Agência Espacial Europeia)

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