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É um dos grandes argumentos contra as energias renováveis: não são fiáveis porque o sol não brilha sempre ou o vento não sopra igual. Por vezes podem produzir muito sem ser necessário e falhar quando mais precisamos. Não é só conversa de adeptos dos combustíveis fósseis, é um problema real: o que a China perdeu em três anos em energia eólica dava para alimentar Pequim por um ano inteiro. E o desperdício em energia solar foi igual à produção total da França.

A capacidade de armazenar energia é, pois, fundamental para libertar todo o potencial das energias renováveis e facilitar a transição. Por isso várias empresas têm-se dedicado ao problema, como é o caso da Tesla, com os Powepacks ou a Fluence, resultado do consórcio Siemens AES.

Quem também entrou na corrida agora foi a Alphabet, holding que detém a Google, e desta vez sem recorrer a baterias de lithium. A solução da Google, desenvolvida nos seus laboratórios de Investigação X Lab (os mesmos que desenvolveram os automóveis não tripulados) utiliza uma mistura de anticongelante e sal aquecido como armazenamento.

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Com o nome de código Projecto Malta, a solução da Google poderá vir a ter várias vantagens, incluindo a possibilidade de ser instalada em qualquer lado, já que não é perigosa, um tempo de vida útil superior às baterias e uma óptima relação custo/benefício.

Para já a Google divulgou o projecto, o que dá excelentes indicações sobre a sua viabilidade, mas ainda não apresentou um protótipo, pelo que ainda deverá ter muito trabalho pela frente até chegar a uma solução comercialmente vantajosa.  

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