inundações

Para a maioria das pessoas, as duas principais ameaças à sua segurança nacional são o auto-proclamado Estado Islâmico, e as alterações climáticas. Por esta ordem.

O estudo foi conduzido pelo Pew Research Center e obteve 41,953 respostas em 38 países diferentes, com grande abrangência geográfica. Entre os países escolhidos nota-se, no entanto, a ausência da China (e mais grave ainda de Portugal também).

No estudo foram colocados oito temas para que os cidadãos desses países ordenassem por grau de ameaça. Os temas foram: Isis, alterações climáticas, ciberataques, economia mundial, refugiados, poder e influência dos Estados Unidos, da Rússia e da China.

Com 62% de repostas, o Isis foi considerado a maior ameaça, logo seguida das alterações climáticas, 61%. Em 3º e 4º lugar surgem empatados os ciberataques e o estado da economia mundial (com 51%).

ameaças no mundo

Os portugueses, como já disse não foram ouvidos, mas aqui ao lado os espanhóis colocaram também estes dois temas no topo das preocupações, embora com a ordem trocada: 89% para as alterações, 88% para o Daesh. Já os brasileiros colocaram as alterações climáticas em primeiro (67%), seguido dos ciberataques (59%) e do estado da economia mundial (57%). O Isis surge apenas em 4º lugar, com 52%.

Na maioria das Américas (do Sul, centro e norte, com excepção dos Estados Unidos) e África, o clima é a maior preocupação. Já para a maioria da Europa, incluindo Rússia, Ásia, Oceânia e Estados Unidos, a maior ameaça é o Daesh. Entre a generalidade dos países, o clima surge também como segunda ou terceira fonte de preocupação, com a excepção notável dos russos, que não lhe dão mais do que um 5º lugar na lista de preocupações.

É engraçado porque se não contarmos com as guerras na Síria e no Iraque, onde o Daesh está activamente envolvido, o número de mortes atribuídas aquela organização foi, no ano passado, segundo o New York Times, de 1200 pessoas. Se preferirem alargar o espectro, em 2014, o Instituto para a Economia e Paz atribuía 100.000 mortos ao terrorismo. Em todo o mundo, num período de 13 anos (2000, 2013). Já as mortes atribuídas às alterações climáticas situam-se nos milhões de pessoas por ano. Para a ONU, 7 milhões e com tendência a aumentar. Todos os resultados e análise do estudo da Pew Research Center podem ser seguidos aqui.

Foto: Air Force Reserve Command

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