Desert City

Criar um novo conceito de modelar a paisagem com plantas que necessitam de pouco consumo de água, pode ser muito importante para a sustentabilidade do planeta. Pelo menos é o que acreditam os responsáveis pela Desert City, em Madrid, um viveiro biotecnológico especializado em Xeropaisagismo.

E o que é o Xeropaisagismo? O cultivo de jardins com espécies xerófitas, plantas que possuem adaptações morfológicas e fisiológicas em sua estrutura e que permitem a sua adaptação em ambientes hostis, como desertos, locais de grande altitude com solos pedregosos e com muita exposição solar. Além de precisarem de pouca água, estas plantas necessitam de solos mais arenosos com óptima drenagem e possuem maior resistência a ventos fortes e doenças.

Desenhado por GarciaGerman Arquitectos, a Desert City é um enorme complexo educacional, sustentável e ecológico destinado a educar os visitantes sobre o mundo das plantas xerofíticas, muitas delas autóctones da Comunidad de Madrid.

Localizado num terreno no subúrbio madrileno de San Seastián de los Reyes, o complexo inclui um grande espaço de jardim, bem como uma estufa, onde são apenas usadas técnicas de cultivo que respeitam o meio ambiente. No parque – um dos maiores da Europa dedicados aos cactos – crescem mais de 400 espécies xerofíticas, provenientes da Europa, mas também de África, América do Norte e do Sul, e da Oceania. Inclui um espaço para exposições, um restaurante e uma loja, onde também são vendidos vasos e diversos acessórios, incluindo uma gama própria de produtos para manter as suas plantas sempre saudáveis.

Os arquitectos responsáveis pelo projecto usaram uma série de estratégias de construção ecológica na construção da Desert City, como materiais pré-fabricados, vidro fotovoltaico e energia geotérmica. A estufa e os jardins também foram instalados com um sistema de recuperação de água de alta tecnologia que ajuda o parque a reduzir consumos.

A construção incorpora soluções sustentáveis, como vidro fotovoltaico transparente, energia geotérmica, sistemas de recuperação de água, controles solares e plantações extensivas no site, originalmente uma área de remoção.

Foto: Miguel de Guzmán + Rocío Romero/imagen subliminal

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