Trashcooking, um conceito desafiante e… amigo do ambiente

Espinhas de peixe e cascas de legumes podem ser o principal ingrediente de receitas deliciosas. Este é o espírito da ‘trashcooking’, a nova tendência que nasceu do cruzamento de imaginação com consciência ambiental.

O combate ao desperdício alimentar, algo que integrou a agenda política de diversos países, como a Dinamarca e a França, alimentou esta corrente que se está a impor e que conta com adeptos até entre chefes de restaurantes de luxo.

Óscar Velasco, chefe do restaurante madrileno Santceloni (duas estrelas Michelin), conhecido como o “chefe do mar”, já usou espécies de peixes consideradas menos nobres, como a cavala e a melba, em muitas das suas receitas de autor, com grande sucesso. Outro cozinheiro de prestígio, o professor da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Madrid, Sergio Fernández Guerrero, diz que “com cascas de abóbora e de cenoura raladas” faz “uns biscoitos deliciosos”. Estes testemunhos estão a contribuir para que se faça da ‘trashcooking’ uma prática corrente.

Em rigor, não estamos a falar de algo verdadeiramente revolucionário. Nas receitas tradicionais encontramos pratos deliciosos que são feitos a partir do aproveitamento de desperdícios, como  é o caso das sopas de peixe, cozinhadas com espinhas e cabeças. Mas o espírito de poupança das nossas avós está a voltar com uma nova roupagem, a do respeito pelo meio ambiente e respectivos recursos naturais.

Foto: Creative Commons

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