Panda

Um panda gigante bebé nasceu na província chinesa de Sichuan, fruto da união de uma fêmea em cativeiro com um macho em liberdade, um facto inédito, segundo a Xinhua, a agência de notícias oficial do governo da República Popular da China.

O nascimento do panda (rosa pálido e não maior do que uma mão) na segunda-feira (31 de Julho) é o resultado de esforços de pesquisadores, que esperam conseguir melhorar a saúde e diversidade genética dos pandas cativos, acasalando-os com os pandas selvagens que vivem na floresta, disse Zhang Zhizhong, do Centro de Conservação e Pesquisa da China para o panda gigante, citado pela Xinhua. No final de 2016, apenas existiam 471 pandas em cativeiro, pelo que a espécie corre riscos de consanguinidade.

A mãe panda – Cao Cao, de 15 anos – esteve em cativeiro por dois anos, foi libertada em Março por um período de dois meses, usando dispositivos de geolocalização e identificação. Este equipamento permitiu saber que depois de entrar no período do cio, a 11 de Março, Cao Cao acasalou com um macho selvagem no dia 23, durante um minuto e 30 segundos.

Segundo comunicado da mesma agência, divulgado por diversos meios a nível mundial, o panda bebé nasceu com 216 gramas, excedendo o peso normal para esta espécie que é de cerca de 150 gramas, graças ao apetite da Cao Cao durante a gravidez.

Os pandas gigantes têm reputação de ser desajeitados no acasalamento, não sabendo quando a fêmea está “disponível” e o que fazer a seguir. O acto sexual é muitas vezes demasiado rápido para a fêmea ser fecundada, o que também não facilita a reprodução da espécie. Além disso, o período de acasalamento só ocorre entre Fevereiro e Maio.

Fora da China, apenas 19 zoológicos em todo mundo têm pandas, e estima-se que existam cerca de 2.000 pandas gigantes em liberdade, em três províncias do centro-sul.

Entretanto, a Agence France Presse acaba de divulgar que Huan Huan, uma panda fêmea que foi emprestada pela China ao jardim zoológico de Beauval, em França, está esperando gémeos. Este nascimento de filhotes de pandas gigantes será o primeiro a acontecer em França. Ou seja, este nascimento também será um evento diplomático, pois, se tudo correr bem, Brigitte Macron e a primeira-dama chinesa vão ser as madrinhas dos dois bebés, que irão regressar à China três anos depois, quando estiverem totalmente desmamados.

Foto: Creative Commons

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